A obra machadiana, representada por seus romances e contos, possui duas fases e o livro “Quincas Borba” se encontra na fase da maturidade de Machado, a qual se estabelece,
essencialmente, por possuir um teor problematizador, levantando indagações sobre a
existência humana, que acaba por ampliar os limites criativos da própria literatura. Nesse
contexto, a partir de discussões de vários críticos literários, é muito limitador estabelecer uma
Escola Literária única para o autor em questão, contudo, tendo em vista os fatores históricos e
características pontuais como as mencionadas, deve-se depreender que a obra é:
AModernista, pois já se denota pela sobriedade dos romances, uma linha de pensamento
humanística e atual, própria desta fase, a qual tem por base sempre uma crítica social.
B, p p , q p p
Ⓑ Realista, porque ainda que, em Quincas Borba, por exemplo, se trabalhe a loucura, há
princípios objetivos e científicos, até mesmo filosóficos como marca de grande parte das
obras machadianas.
CParnasianista, que se configura pelo cuidado com as palavras e, mesmo sendo um texto em
prosa, aproxima-se de uma estrutura poética, com rimas e inversões, uma marca de estilo
que privilegia a forma.
Dq p g
Ⓓ Simbolista, marcada por uma prosa muito similar ao movimento literário que ocorria na
França, oriundo de uma nova estética, com a retratação das transformações das grandes
cidades e pelo rompimento do ultrarromântico, dos limites morais e alienantes.
Ep p ,
Ⓔ Pré-modernista, pois, aliado às Vanguardas Europeias, percebe-se uma preocupação com
novidades literárias que trouxessem um rompimento estético e temático com o que ocorria
na Europa Ocidental.
TEXTO IV
Canto de regresso à pátria
Minha terra tem palmares Ouro terra amor e rosas
Onde gorjeia o mar Eu quero tudo de lá
Os passarinhos daqui Não permita Deus que eu morra